São Paulo

– Uma das principais obras em rodovias federais com pendência ambiental está na BR-116 (Rodovia Régis Bittencourt). O problema, que se arrasta há nove anos, é a duplicação no trecho de transposição da Serra do Cafezal, entre os municípios paulistas de Juquitiba e Miracatu. A área de mata atlântica é tombada pelo estado e decretada Reserva da Biosfera pela Unesco. “Não se levou em conta o impacto em uma área de mananciais, flora e fauna preservados”, diz a presidente da ONG Terrae, Léa Corrêa Pinto. Ela é proprietária da Fazenda Itereí, que será cortada pela estrada. O governo pressiona pela execução da obra porque o trecho é um dos mais perigosos da também chamada Rodovia da Morte. A concessão da licença prévia pelo Ibama é contestada pelo Ministério Público Federal (MPF), pela Ordem dos Advogados do Brasil e por organizações não-governamentais. O processo é bem mais antigo: a primeira licença foi emitida em 1997 pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente.