Processo de reforma do FMI caminhou pouco, diz Guido Mantega

O processo de reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) caminhou muito pouco e lentamente, na avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Nesta sexta-feira (19), o ministro tem reunião com os representantes do G-4 (Brasil, India, China e África do Sul) para fazer uma análise sobre a questão das cotas de representação dos principais países emergentes no FMI e, amanhã, se reunirá com o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, para quem vai levar a tese de ampliação do G-7. Ele espera que Paulson "vá acatar esta tese". "Ele tem sensibilidade.

O ministro reconhece que a questão depende do G-7, mas acredita que já há condições para transformar G-7 em G-12 ou G-13. "As condições estão maduras para isso", afirmou, na sede do FMI, em Washington.

Para Mantega, o diretor-gerente não conseguiu "fórmula satisfatória" para o processo de reforma do FMI. A seu ver, a importância do Brasil é maior do que indica a cota do País no FMI.

O ministro acredita que "o FMI vive uma crise de identidade e função". No entanto, avalia que a instituição é "recuperável". Para isto, explica, e necessário aumentar a "voz" dos emergentes dentro do FMI.

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