O menor J., primo de Bruno Fernandes, mudou seu depoimento e agora afirma que o goleiro não acompanhou a execução de Eliza Samudio, conforme havia dito à polícia no dia 8. Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, 16, o delegado Edson Moreira, responsável pelas investigações do desaparecimento da jovem, disse que uma acareação entre o adolescente de 17 anos e Bruno foi solicitada à Justiça.

Na entrevista, a delegada Ana Maria dos Santos, que participa das investigações, também apontou que o menor mentiu sobre a cor da pele do possível executor – o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola – por ter medo dele. De acordo com ela, o jovem disse que o assassino era negro. Depois, ao ver uma foto do acusado – que é branco -, ficou perturbado. “Ele disse que queria desbaratinar essa informação porque o executor lhe deixa aparovado, remete a um filme de terror”, disse.

Hoje, o amigo do goleiro Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, que também teria participado do crime, voltou a prestar depoimento no Departamento de Investigações, em Belo Horizonte, mas recorreu ao direito de falar apenas em juízo. Ele e o goleiro seguem presos na penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem.

Já os depoimentos de Fernanda Gomes Castro, de 32 anos, e Ingrid Oliveira, de 24, ex-amantes de Bruno, foram adiados. As duas seriam ouvidas hoje na Polinter, em Andaraí, a pedido da Polícia Civil de Minas, que investiga a morte de Eliza Samudio, mas os advogados das duas mulheres alegaram que não tiveram tempo hábil para se prepararem.

Fernanda já foi citada em alguns depoimentos e a Polícia Civil carioca está apurando a participação dela no caso.