Os detentos do Presídio Regional de Tubarão, a 125 km de Florianópolis (SC), encerraram no começo desta manhã a rebelião deflagrada por volta das 19 horas de ontem, após uma tentativa frustrada de fuga. Dois agentes penitenciários foram mantidos reféns no período. O diretor do Departamento de Administração Prisional (Deap), Hudson Queiroz, disse que os funcionários, libertados, apenas sofreram ameaças. "Os dois estão bem", afirmou.

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No domingo, 104 presos abriram as celas, dominaram os agentes e tentaram cavar um buraco na parede do pátio da unidade. A Polícia Militar e outros agentes conseguiram barrar a tentativa, mas o grupo se rebelou. Segundo Queiroz, eles não apresentaram reivindicações e decidiram dar fim ao motim após negociações. Durante a rebelião, foram destruídas 11 das 14 celas de uma das alas do presídio. Também foram queimados colchões.

A unidade tem capacidade para 60 pessoas, porém atualmente abriga 200. Com o episódio, Queiroz disse que 50 detentos serão transferidos ainda hoje para outras unidades do Estado. Entre os transferidos estão três paulistas apontados como líderes da tentativa de fuga e da rebelião. São eles Hilton Leonardo Domingos, Luiz Ricardo Campos e Marcos dos Santos Cruz. Eles chegaram ao presídio há cerca de 30 dias, depois de serem presos sob acusação de usar o "chupa-cabra" (aparelho instalado nos caixas para copiar dados) para aplicar golpes em clientes de agências bancárias no Estado.

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