A Polícia Civil fluminense deteve, neste fim de semana, quatro dos cinco suspeitos de envolvimento no assalto a um grupo de nove turistas alemães que passeavam no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, na manhã da última quinta-feira. Os estrangeiros, uma guia de turismo e o motorista da van que transportava o grupo foram rendidos pelos criminosos na Estrada das Paineiras, quando seguiam para uma cachoeira.

Após roubarem os pertences das vítimas, os ladrões fugiram num Palio vermelho, que mais tarde foi localizado abandonado no bairro de Laranjeiras, na zona sul. Os criminosos (três menores e dois maiores) são moradores das favelas Cerro Corá e Ladeira dos Guararapes, no Cosme Velho, zona sul, que dão acesso ao Parque Nacional da Tijuca e ao monumento do Corcovado.

Perícia feita no veículo identificou um dos suspeitos, um menor, por meio das impressões digitais. O Palio havia sido roubado na noite de quarta-feira, em Botafogo, na zona sul. Investigadores da Delegacia Especial de Atendimento ao Turismo (Deat) conseguiram que a Justiça expedisse mandado de busca e apreensão contra o menor. Ele foi localizado em casa.

Em depoimento na frente de seu pai, o adolescente confessou o crime e entregou os quatro comparsas. De acordo com o menor, a intenção do grupo era praticar roubos contra qualquer pessoa, isto é, o objetivo não era atacar estrangeiros.

A polícia fez buscas nas residências dos outros suspeitos, onde foram recuperados bens pertencentes aos alemães e à dona do Palio. Os outros dois menores e Jean Vinícius da Silva, de 18 anos, foram detidos e levados à Deat.

Numa máquina fotográfica, havia fotos de um dos estrangeiros roubados. Os objetos supostamente pertencentes aos alemães que foram recuperados estão na Deat, porque o grupo já retornou à Alemanha. A proprietária do carro roubado reconheceu uma bolsa, um celular e um par de óculos.

A polícia pediu neste domingo ao Plantão Judiciário a decretação da prisão dos suspeitos, mas até as 16h não havia resposta. O quinto suspeito, que foi identificado como Walace Guilherme Soares Silva, de 18 anos, também teve a prisão pedida mas ainda não foi localizado pelos investigadores.

“Ao contrário do que pensávamos, os menores são de famílias estruturadas, frequentam a escola e não tinham antecedentes criminais. Seus pais não desconfiavam de nada. As famílias precisam ficar atentas ao que seus jovens estão fazendo”, ressaltou o delegado Alexandre Braga, da Deat.

O grupo será indiciado por roubo qualificado (com emprego de arma fogo e concurso de pessoas). Um outro inquérito será aberto para apurar exatamente quais dos criminosos participaram do roubo do Palio na quarta-feira.