São Paulo – Seis pessoas ficaram feridas e parte do centro de São Paulo foi destruída depois da batalha campal, com gás lacrimogêneo, tiros e bombas de efeito moral na Praça da Sé, que manchou a 3.ª edição da Virada Cultural. Organizadora do evento, a Prefeitura assumiu sua parcela de responsabilidade, mas considerou o tumulto como evento pontual, em meio às mais de 350 atrações, em 80 lugares, que reuniram 3,5 milhões de pessoas. A polícia, que culpou o público pela confusão, prendeu 14 pessoas.

A Estação do Sé do metrô teve um dos acessos destruídos e 12 lojas depredadas. Lojas do centro foram saqueadas e destruídas. Um carro foi incendiado e outro ficou destruído. Na lateral da catedral, caçambas de entulho eram o convite a quem quisesse se armar.

O conflito começou às 4h15 de ontem, logo embaixo das torres da catedral. Um grupo de fãs de rap de São Mateus, zona leste, iniciou a briga com outro de Pirituba, enquanto esperavam a entrada no palco dos Racionais MCs. Houve briga, tumulto e choro. A área vip foi invadida e as cadeiras colocadas à frente do palco viraram arma. O público, que se espremia na grade de isolamento por horas, estava visivelmente revoltado. Objetos eram lançados em direção dos convidados.

Violência

A Força Tática e a Tropa de Choque usaram gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral para dispersar o público, enquanto se ouviam tiros na Sé e gritos de guerra contra os policiais. Os fãs invadiram o palco. O cheiro era de pólvora e gás.