Indiciado pelo roubo de cerca de 770 quilos de ouro no Aeroporto de Cumbica, na Grande São Paulo, o preso Marcelo Ferraz, o Capim, também teria participado do ataque em 2017 a dois carros-fortes na Rodovia dos Tamoios, em Jambeiro, no interior, que terminou com dois policiais militares feridos. A informação é do Departamento de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil de São Paulo.

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O delegado Pedro Ivo Corrêa, da delegacia de Roubo a Bancos do Deic, afirma que Capim será indiciado por dupla tentativa de latrocínio, o roubo seguido de morte, no caso da Tamoios. Na ocasião, a quadrilha tocou fogo em dois caminhões para bloquear a Rodovia e interceptar os carros-fortes. Houve troca de tiros, mas os assaltantes conseguiram fugir.

Para a investigação, Capim depois teria sido o responsável por toda a parte operacional do assalto ao terminal de cargas de Cumbica, que aconteceu no dia 25 de julho. Em ação rápida, o bando usou armamento de guerra e viaturas clonadas da Polícia Federal para invadir o local. No entanto, não houve confrontos.

No caso de Cumbica, ele foi indiciado por roubo, extorsão mediante sequestro, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Capim foi preso no fim de semana, após ser localizado pelos policiais no Guarujá, no litoral, onde estava escondido.

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Os ladrões conseguiram roubar 769.9 quilos de ouro, além de 15 quilos de esmeraldas brutas, 18 relógios e um colar de luxo. A carga é avaliada em mais de R$ 125 milhões.

Segundo a Polícia Civil, o ataque contou com a participação do funcionário do aeroporto Peterson Patrício, que também está preso. Ele teria sido responsável por passar informações privilegiadas mas chegou a ter a família sequestrada pela quadrilha para garantir que levaria o plano até o fim, dizem investigadores.

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A polícia trabalha com o número de 14 integrantes na quadrilha. Até o momento, entretanto, só seis foram identificados e dois seguem foragidos.

Entre os que permanecem em liberdade está o homem apontado como mentor intelectual do grupo. Trata-se de Francisco Teotônio da Silva Pasqualine, conhecido por Velho, que tem histórico de assalto a bancos desde a década de 1980, segundo a Polícia Civil.

O outro foragido é Joselito de Souza, que seria amigo de Capim e proprietário de um estacionamento usado pela quadrilha para transformar os carros em viaturas clonadas da PF. Os veículos foram comprados pelo bando especificamente para cometer o assalto, de acordo com a investigação.

Já Peterson Brasil, que é cunhado do Velho e amigo de infância de Peterson Patrício, teria sido responsável por cooptar o funcionário do aeroporto para o assalto. Ele está preso.

O último detido é Célio Dias, acusado de ter definido o local para intermediar a fuga. Ele foi autuado em flagrante por estar com um carregador de fuzil contendo projéteis calibre 7.62 mm.