Rio – Um grupo de sete acusados de fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi preso ontem pela Polícia Federal, em Volta Redonda, no Sul do Rio. Eles são suspeitos de emitir laudos fraudulentos para a concessão de benefícios irregulares na cidade. Dos detidos, quatro são funcionários da gerência local do órgão, que participavam de esquema que usava pareceres falsos para antecipar aposentadorias.

A Operação Aço Inox, como foi batizada pela PF, foi deflagrada no início da manhã, como parte do trabalho da força-tarefa previdenciária, que apura fraudes contra a Previdência no Estado. Foram cumpridos sete dos oito mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal. Os funcionários Jaime Silvestre, Luíza Pessoa, Thilde Fernandes e Ronald Melo são acusados de facilitar o esquema. Os relatórios eram produzidos pela empresa MP Consultoria, dos sócios Paulo Vaz Paulino e Marinho Siqueira, que também foram presos. De acordo com as investigações, a empresa servia de fachada para a quadrilha.

Rombo

O diretor de um sindicato de profissionais de segurança, Paulo Agildo de Liz, também foi preso. Envolvido com a quadrilha teria até cedido uma sala do sindicato para o funcionamento da empresa. O engenheiro de segurança que assinava os documentos falsos, Rodrigo Rezende, está foragido. Todos foram indiciados por peculato (delito praticado por funcionário público) e formação de quadrilha.

De acordo com o superintendente do INSS no Rio, André Ilha, a quadrilha agia há pelo menos quatro anos, causando prejuízo estimado em R$ 10 milhões por ano.