Foto: José Cruz/Agência Brasil

Lula: tempo insuficiente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, ontem, em anúncio do lançamento das Obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na Grande São Paulo, que ninguém consegue fazer tudo o que planeja em oito ou 10 anos. ?Ninguém consegue fazer tudo em oito, em nove ou dez anos. É preciso que a gente tenha uma quantidade de pessoas que vão assumir os compromissos e cada um faça mais do que o outro?, disse em Guarulhos. ?Seria mesquinharia torcer para quem vier depois de nós fazer um governo pior?, completou.

Mais cedo, em Osasco, Lula pediu para o clima eleitoral ser evitado nas cerimônias do PAC. ?Eu sei que está em campanha e as pessoas gritam o nome de um, o nome de outro. Isto não legal no lançamento do PAC?, disse. ?É importante que cada companheiro que venha falar do PAC aqui seja tratado pelo povo em igualdade de condições?, completou.

As declarações do presidente foram após o governador paulista José Serra (PSDB), favorito nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da Republica em 2010, ter sido vaiado em seu discurso. Minutos antes das vaias a Serra a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), pré-candidata do partido à Prefeitura de São Paulo, discursou no mesmo palanque e foi aplaudida no final.

Lula, que acenou para o público interromper as vaias, agradeceu Serra pela presença e o convidou para acompanhar outros lançamentos no Estado de São Paulo. O governador paulista, em discurso, afirmou que, em São Paulo, não discrimina políticas de partidos rivais do PSDB. ?Em governo, tem que ser assim. Em eleição, os partidos disputam um contra o outro, tem briga, tem atrito, tem disputa democrática. No governo nós temos que governar para todos e para todas?.