Presidente da Funai diz que ação de arrozeiros em terra indígena é criminosa e ilegal

A ação do grupo de produtores – liderado pelo empresário arrozeiro Paulo César Quartiero – contrário desocupação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR) é "criminosa, por usar artifícios como explosão de pontes e bombas caseiras, e ilegal, por não ter cumprido, pacificamente, o prazo para deixar a região". O decreto de homologação da terra indígena foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio de 2005.

A afirmação foi feita pelo presidente da Funai, Márcio Meira, neste sábado (19), Dia do Índio, em entrevista Rádio Nacional. De acordo com o presidente, o grupo de resistência tem passado uma imagem de conflitos internos entre as etnias indígenas que convivem na reserva, o que não seria verdade.

Segundo Meira, a maioria absoluta dos cerca de 18 mil indígenas que vivem na região aguarda que seja cumprida a retirada dos empresários que resistem na região.

Sobre a tensão causada pela resistência, o presidente comentou que a situação está totalmente sob controle, que os indígenas aguardam a decisão do STF e que acreditam que a presença da Força Nacional de Segurança e da Polícia Federal serve para assegurar que a questão será resolvida de forma pacífica.

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