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Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil

Daniel Pimentel Slaviero (dir.): ?Rádios ilegais sufocam setor?.

A sobrevivência das rádios comercias no Brasil depende da rápida transição do sistema analógico para o digital e do combate sistemático às rádios clandestinas. A opinião é do presidente eleito da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert) e diretor de mídia eletrônica do Grupo Paulo Pimentel (GPP), Daniel Pimentel Slaviero. Em audiência pública realizada ontem no Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, Slaviero ressaltou que a baixa arrecadação publicitária do setor, hoje de apenas 3,9% do mercado publicitário, e que já alcançou 20%, muito se deve a esses dois fatores.

Segundo Slaviero, a ação perniciosa de rádios clandestinas travestidas de estações comunitárias, e também a ação de rádios comerciais ilegais, estão sufocando o setor, pois não pagam impostos e têm faturamento com a comercialização de publicidade. Isso, em sua visão, acarretará o fechamento de empresas e a demissão de milhares de funcionários. ?Se continuar nessa balada, vai matar a todos?, resumiu.

Para o presidente da Abert, a situação só irá melhorar com uma ação de fiscalização efetiva, tanto da Agência Nacional deTelecomunicações (Anatel) quanto do Ministério das Comunicações. ?Talvez a estrutura atual dessas instituições não esteja preparada para essa tarefa?, ressaltou.

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Slaviero alertou que o mercado de rádio precisa investir em tecnologia digital, num processo gradual, mas constante, para melhorar o nível das transmissões e, conseqüentemente, aumentar o faturamento. Atualmente o sistema de transmissão é analógico. ?É absolutamente necessário e urgente essa adequação. O rádio, ao longo dos anos, tem perdido sua participação no meio publicitário que é a sua única fonte de sustento. É uma transição não por vaidade, mas por sobrevivência?, explicou.

De acordo com pesquisas da Abert, o país tem aproximadamente 15 mil rádios ilegais ou clandestinas em operação. 

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