Prefeito do Rio acredita que cobrança do Ibama no Cristo é “agiotagem”

Visitar o Cristo Redentor vai custar ao menos R$ 13,00 por pessoa a partir de janeiro, com a inauguração do novo sistema de bilhetagem e transporte para o alto do Morro do Corcovado, no Parque Nacional da Tijuca, administrado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Por causa da cobrança, o prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), acusou o órgão de praticar "agiotagem", notificou o Ibama e avisou que deixará de administrar o elevador e as escadas rolantes que levam turistas ao topo do morro.

Maia argumentou que, com o dinheiro que vai arrecadar, o Ibama poderá manter os equipamentos. A Rio Luz, companhia municipal de energia e iluminação, já encaminhou ofício informando que vai parar suas atividades no local em janeiro. "Mal passaram algumas semanas da vitória do Cristo entre as sete maravilhas do mundo e o Ibama decidiu cobrar a entrada. Tal oportunismo do Ibama deveria ser respondido pelo Ministério Público Federal com uma ação judicial que obste tal cobrança, por absurda, ilegal e regressiva", escreveu o prefeito em boletim encaminhado nesta segunda-feira (19) para assinantes de seu ex-blog.

O gerente do Ibama no Rio, Rogério Rocco, rebateu as acusações e disse lamentar o eventual fim da parceria. A cobrança pelo acesso ao Cristo é feita pelo Ibama desde 1985. O que pode ter gerado a reação do prefeito é o preço que será aplicado a partir de janeiro, mais alto, com a inauguração do novo sistema. Segundo Rocco, houve licitação pública que tinha como critério para escolha da empresa a que oferecesse o valor mais baixo pelo serviço. A mudança do sistema foi provocada pela prisão de 22 pessoas acusadas de integrar uma quadrilha que desviava dinheiro da arrecadação na bilheteria.

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