Rio (AE) – A redução do porcentual de álcool anidro na gasolina, que entrou em vigor na Quarta-Feira de Cinzas, não foi suficiente para conter a escalada no preço do álcool, segundo pesquisa semanal de preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), divulgada ontem. De acordo com o estudo, o preço médio do álcool hidratado na semana teve um aumento de 5,26%, em relação à semana anterior.

A ANP também detectou um aumento no preço da gasolina, ainda que em menor escala. Segundo a agência, o litro do combustível atingiu, em média no País, os R$ 2,536, valor 1,15% superior ao registrado na semana anterior, quebrando uma série de três semanas de estabilidade. A alta era esperada, já que a gasolina tem mais impostos do que o álcool anidro. Ou seja, com a redução do porcentual deste último, a carga tributária sobre a mistura vendida nos postos aumentou.

Segundo cálculos das distribuidoras, o aumento dos tributos representa um acréscimo entre R$ 0,03 e R$ 0,10 por litro, dependendo do estado. Deste total, R$ 0,03 dizem respeito à Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), o imposto federal sobre os combustíveis, e o restante ao ICMS, que varia de acordo com o estado. O Sindicato das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) aponta que, ao decidir não mexer na Cide, o governo federal garantiu uma arrecadação extra de R$ 54 milhões, por mês, com o produto após a mudança na fórmula vendida nos postos.