Brasília

– A montagem da equipe ministerial do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva acirrou ontem os ânimos dos aliados do PPS, durante um encontro do partido. Oficialmente, o PPS manteve a posição de apoiar o novo governo sem pleitear cargos. Entretanto, os principais articuladores políticos ligados ao candidato derrotado da Frente Trabalhista (PPS-PDT-PTB), Ciro Gomes, queixavam-se por não terem sido informados sobre a possibilidade de Lula ter definido os nomes que deverão ocupar os ministérios do Planejamento, da Área Social (exceto os programas de combate à fome) e Meio Ambiente. Ciro Gomes evitou comentar a composição do novo ministério ou tecer críticas sobre o comportamento do PT na condução das discussões relativas ao salário mínimo.

Cauteloso, o candidato derrotado destacou que o PPS deve assumir a “co-responsabilidade” junto ao governo Lula, sem condicionantes. “O presidente eleito deve ser deixado absolutamente livre para escolher entre os brasileiros homens e mulheres aquele que achar melhor para pôr em prática o que imaginar que deve ser feito”, disse. A participação no governo foi o assunto principal do encontro do PPS em Brasília. Em Brasília, a cúpula do PPS sinalizou que o interesse do partido é receber convites para áreas específicas, que englobam além dos cargos relativos à política macroeconômica, como Ciência e Tecnologia e Saúde.