A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, revelou nesta segunda-feira que familiares a aconselham a deixar o cargo devido aos ataques machistas que sofre diariamente. Durante palestra em São Paulo, ela alertou que as ameaças podem fazer com que futuros magistrados recusem vagas na Corte.
Por que a ministra pensa em deixar o STF?
Cármen Lúcia recebe ofensas machistas diariamente e é pressionada pela família a deixar o cargo. Ela relatou que os ataques contra mulheres no tribunal são sexistas e desmoralizantes, diferentes das críticas feitas aos ministros homens, que são chamados apenas de maus administradores.
Quem mais pode ser afetado pelas ameaças?
A ministra alertou que futuros magistrados podem recusar cadeiras no Supremo para evitar se tornarem alvos de ataques. Ela destacou que a situação é especialmente difícil para mulheres, que enfrentam um tipo de violência verbal diferente e mais agressiva que os homens.
Como a ministra responde às críticas sobre o STF?
Cármen Lúcia reconheceu que o Supremo vive um momento de tensão e questionamentos da sociedade, mas garantiu que não faz nada errado. Ela afirmou que todas as suas decisões são baseadas na lei e citou que já votou contra o próprio pai em um caso judicial.
Quando ela já havia relatado ameaças antes?
No mês passado, a ministra revelou ter sido comunicada sobre uma ameaça de bomba com intenção de matá-la. Esta não é a primeira vez que Cármen Lúcia, única mulher na Corte, expõe publicamente ser alvo de ataques machistas e ameaças.
Por que o caso preocupa a democracia?
As ameaças a ministros do STF podem comprometer a independência do Judiciário e afastar profissionais qualificados. A violência contra magistrados, especialmente mulheres, representa um risco para o funcionamento das instituições democráticas e para a aplicação imparcial da lei no país.
Fonte: Agência Brasil



