A Polícia Civil ainda vai colher outros depoimentos de colegas do estudante Marcelo Bovo Pesseghini, de 13 anos, suspeito de matar a família e se matar no último dia 5. Nesta sexta-feira, 23, mais dois alunos do Colégio Stella Rodrigues, onde Marcelo estudava, serão ouvidos no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Na terça-feira, 20, estudantes disseram ao delegado Itagiba Franco, responsável pelas investigações do caso, que o garoto contou aos colegas ter matado os pais, a avó e uma tia-avó na casa da família, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Nessa quinta, 22, a médica de Marcelo, Neiva Damaceno, afirmou em depoimento que a doença de Marcelo (fibrose cística) e os medicamentos do tratamento não afetavam o comportamento do garoto.

Antes de concluir o inquérito, Franco quer também ouvir outros colegas dos pais do garoto, Luiz Marcelo Pesseghini, que era sargento da Rota, e Andreia Regina Bovo Pesseghini, cabo da Polícia Militar. Segundo o DHPP, ao menos cinco PMs serão chamados para depor ao longo da próxima semana.

De acordo com o delegado, os resultados dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) devem ficar prontos até a próxima sexta-feira, 30. Os laudos vão apontar a hora da morte de cada uma das vítimas e ajudar a polícia a determinar a sequência dos crimes.

A versão policial indica que Marcelo matou a família com a arma da mãe, uma pistola .40, na madrugada do dia 5, dirigiu até a escola e, pela manhã, assistiu normalmente às aulas. Ao voltar para casa, o garoto teria cometido suicídio. Os corpos da família foram encontrados na noite do mesmo dia.