A Polícia Federal (PF) em Uberaba, Minas Gerais, pretende ouvir os dirigentes dos laticínios mineiros e de Goiás cujas marcas aparecem em embalagens encontradas no depósito clandestino onde segunda-feira foram apreendidas 16 toneladas de queijo tipo mussarela. A mercadoria estava com prazo de validade vencido ou prestes a vencer e a PF acredita que o queijo impróprio recebia embalagens com novas datas de validades.

O responsável pelo depósito clandestino foi identificado como Leonardo Alves de Lima. Até o início da noite de hoje ele não havia comparecido à PF para prestar depoimento. "Até o momento não tem expedição de nenhum mandado (de prisão) contra ele", disse o delegado Davidson José Chagas, chefe da PF em Uberaba. Seu advogado, Antônio Alberto da Silva, disse que o cliente estava fora de Uberaba, mas reiterou que ele pretende se apresentar à polícia para prestar esclarecimentos.

Em depoimento, um funcionário do depósito clandestino disse que eram vendidas por semana 20 toneladas de queijo supostamente impróprio para o consumo em São Paulo e em outras quatro cidades do interior paulista – Bauru, Guaratinguetá, Presidente Prudente e Ribeirão Preto. A PF acredita que a mercadoria era comercializada também em Minas. No depósito foram encontradas embalagens de pelo menos sete marcas de laticínios, sendo seis de Goiás e uma de Canápolis, no Triângulo Mineiro.