Pelo menos 12 pessoas já foram presas durante a Operação Rodin, da Polícia Federal, com apoio do Ministério Público Federal, do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul e da Receita Federal. A operação tem o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada em fraudes em contratos públicos realizados pelo Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS). Estimativas da Polícia Federal apontam prejuízos de cerca de R$ 40 milhões aos cofres públicos desde 2002.

A PF não divulgou o total de mandados de prisão que serão cumpridos. Os 252 policiais federais e 46 servidores da Receita Federal envolvidos na operação também vão cumprir 43 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas e Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

De acordo com as investigações, o órgão contratava, sem licitação, a Fundação de Apoio, Ciência e Tecnologia (FATEC) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Esta fundação seria a responsável pela avaliação teórica e prática para habilitação de condutores de veículos automotores, e usava a estrutura física e os servidores da universidade.

De acordo com a PF, esse tipo de contratação só é permitida para a promoção de ensino, pesquisa e extensão, mas os responsáveis legais burlavam a legislação e efetuavam a subcontratação de empresas que prestavam serviços superfaturados ou inexistentes.