A Polícia Federal de Mato Grosso do Sul ouve nesta segunda (11) os depoimentos dos delegados Aldo Brandão, da Polícia Federal, e Marcelo Vargas, da Polícia Civil. Brandão é suspeito de ter vazado informações sobre a operação para acusados e Vargas teria feito vista grossa na fiscalização de casas de jogos ilegais.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, os dois são citados em escutas, mas a participação não está confirmada.

Até o final do dia, o delegado responsável pelo caso, Alexandre Custódio, vai decidir quais dos acusados que tiveram a prisão temporária prorrogada serão ouvidos novamente. Um acordo entre o delegado e o Ministério Público Federal decidiu que acareações serão feitas somente em juízo.

Na última sexta-feira (8), 67 dos 80 detidos tiveram o pedido de prorrogação da prisão temporária, de cinco dias, aceito pela Justiça. 

De acordo com a Polícia Federal, as prisões são fruto de dois inquéritos separados que tinham investigado em comum. Um inquérito apurava o contrabando de componentes eletrônicos para utilização em máquinas caça-níqueis, e o outro investigava a corrupção e o possível envolvimento de policiais civis de Mato Grosso do Sul com o tráfico de drogas. Os integrantes da quadrilha estariam pagando propina para que policiais civis fizessem vista grossa na fiscalização de casas de jogos ilegais.