A Polícia Federal (PF) desencadeou a segunda fase da Operação Hurricane. A ação foi comandada por agentes de Brasília. O objetivo era cumprir mandados de prisão contra 28 policiais, dos quais dois são federais e 26 pertencem à Polícia Civil do Rio. Todos são acusados de receber propina da máfia dos caça-níqueis. No início da noite de ontem, os dois agentes da PF já estavam presos, mas os nomes não foram divulgados.

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Na primeira etapa da Hurricane, em abril, foram presas 25 pessoas no Rio, em São Paulo e na Bahia. Entre eles havia um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Medina, dois desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (Rio e Espírito Santo), José Eduardo Carreira Alvim e José Ricardo de Siqueira Regueira, e um juiz do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas (TRT-SP), Ernesto da Luz Pinto Dória.

Também foram presos na ocasião os chefões do jogo do bicho Aniz Abraão David, presidente da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, Aílton Jorge Guimarães, presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio (Liesa), e Antônio Petrus Kalil, o Turcão. Em um imóvel do sobrinho do presidente da Liesa, Júlio Guimarães, outro que foi detido, a PF encontrou milhões de reais escondidos atrás de uma parede falsa. A operação colocou sob suspeita os resultados do desfiles das escolas de samba do carnaval carioca.

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