A Polícia Federal conseguiu prender 23 das 36 pessoas cujos mandados de prisão preventiva foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio, na segunda fase da Operação Hurricane (Furacão). Segundo o superintendente da Polícia Federal do Rio, Delci Teixeira, a operação foi deflagrada no final da tarde de ontem, às pressas, depois que foram detectados indícios de vazamento.

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Oito dos que tiveram prisão preventiva decretada já estavam presos. Entre eles, os contraventores Ailton Guimarães Jorge; Antonio Petros Kalil; e Aniz Abrahão David, apontados pela investigação como os "cabeças" da organização criminosa envolvida com os jogos ilegais. Entre os presos ontem estão dois policiais federais, um delegado e um agente que foram presos na Superintendência da PF em São Paulo, onde faziam um treinamento.

A operação contou com a colaboração da Polícia Civil do Rio, que foi responsável pela prisão dos 18 policiais civis envolvidos. Também foi preso um major da Polícia Militar. Segundo o superintendente, os policiais recebiam mensalidades de cerca de R$ 5 mil para dar proteção ao funcionamento de máquinas caça-níqueis, e avisar os contraventores de eventuais operações policiais.

Duas das cinco pessoas consideradas foragidas se entregaram nesta manhã. Não houve cumprimento de mandados de busca e apreensão. Segundo Teixeira, a investigação é decorrente da análise do material encontrado com os contraventores na primeira fase da Operação. De acordo com o superintendente, uma terceira fase, com novas prisões, pode acontecer.

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