São Paulo – A Polícia Civil de São Paulo ainda não tem condições de apontar as causas do acidente com o avião executivo Learjet A35, ocorrido ontem (4) na zona norte da capital paulista. De acordo com a delegada Elisabeth Sato, da 4ª Seccional Norte, o avanço das investigações depende de laudos técnicos periciais que ainda não foram concluídos.

A polícia já solicitou as gravações entre os pilotos e a torre de controle, dados sobre a empresa de táxi aéreo proprietária do avião, fichas técnicas do piloto e do co-piloto, fichas de avaliação técnica da aeronave e vídeos da pista do aeroporto Campo de Marte, de onde a aeronave decolou. As investigações ainda contarão com dados colhidos por peritos do Instituto de Criminalística de São Paulo, que trabalham no local do acidente.?É uma série de órgãos que estão apoiando neste trabalho inicial de investigação, mas o que a gente pode adiantar é que tudo irá depender dos laudos técnicos periciais?, disse Sato.

A polícia ouviu, na manhã desta segunda-feira (5), 14 testemunhas do acidente e pretende interrogar outras seis até o final da noite. De acordo com a delegada, até o momento, os depoimentos serviram para mensurar os danos materiais causados pelo acidente.

Ontem (4), um avião Learjet, modelo A35, caiu em uma área residencial do bairro Casa Verde, na zona norte de São Paulo, logo após decolar do aeroporto Campo de Marte. O acidente causou a morte de oito pessoas. O jatinho, que ia para o Rio de Janeiro, pertencia à empresa Reali Taxi Aéreo.