A Corregedoria da Polícia Militar vai investigar a morte de um adolescente de 15 anos durante abordagem policial na noite de segunda-feira, na Rua Ouro Grosso, Casa Verde, zona norte de São Paulo. Segundo vizinhos e familiares, Rafael Ferraz Delfino de Souza Paulino teve o pescoço “violentamente apertado” por um policial. Os PMs, por sua vez, disseram que ele teve mal súbito. O ocorrência foi registrada como “morte suspeita” no 13.º DP (Casa Verde).

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A polícia foi acionada para atender a uma agressão na rua, durante uma briga de casal. Depois de separar o casal e enquanto esperavam por apoio, segundo o Boletim de Ocorrência, os PMs avistaram “três indivíduos desconhecidos, visivelmente alterados”, que faziam “gestos com as mãos” – mas não era possível esclarecer se as “ameaças” eram dirigidas aos policiais militares ou ao homem que havia agredido a companheira.

Os PMs Edgar de Abreu Serra e Vinicius Campos da Silva decidiram abordar o trio “para averiguação”. Ainda segundo o BO, como eles se recusaram e estavam agressivos, os policiais se aproximaram de Rafael “segurando-o pelo braço e colocando-o contra a parede”. Ele, então, teria “revirado os olhos e caído de joelhos no chão”, sendo socorrido por vizinhos em seguida. O adolescente foi levado ao hospital, mas não resistiu.

O soldado Edgar ressalta no boletim que “em nenhum momento usou de força ou violência para abordar Rafael”.

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Ariel de Castro Alves, coordenador estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos, encaminhou ontem pedido de apuração à Ouvidoria da PM, que diz ter oficiado a Corregedoria, que vai investigar a morte. Segundo Ariel, outros policiais compareceram nos dias seguintes à rua e ao velório do jovem, “com a finalidade de ameaçar e intimidar testemunhas e familiares”. A mãe de Rafael está no interior desde o ocorrido, com medo de represálias.

A Secretaria Estadual da Segurança Pública informou que foi aberta sindicância para apurar o caso. O delegado titular do 13.º DP, Egídio Cobo, solicitou exames periciais para determinar a causa da morte do jovem. A PM diz que aguarda os resultados para definir se vai instaurar outros tipos de procedimentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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