Brasília – Uma votação no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta quarta-feira (12) a decisão da presidente do tribunal, ministra Ellen Gracie, que proibiu as empresas Bs Colway Social e Tal Remoldagem de Pneus LTDA de importarem carcaças de pneus para remoldagem. A decisão suspende liminares que estavam em vigor permitindo as importações.

continua após a publicidade

Segundo informações da assessoria de imprensa do STF, Ellen Gracie apresentou dados do Ministério do Meio Ambiente que apontam que esse tipo de importação trouxe para o Brasil cerca de 15 toneladas (ou 3 milhões de carcaças) de pneus classificados como "inservíveis". A ministra considerou que esse material traz danos ao meio ambiente e à saúde pública.

Ainda de acordo com texto publicado pela assessoria do STF na página do tribunal, os ministros Eros Grau, Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski votaram contra a proibição, argumentando que essas empresas estavam sendo tratadas de forma desigual, já que outras empresas não foram impedidas de praticar esse tipo de importação. O ministro Marco Aurélio, segundo o texto, também defendeu que o Supremo discuta o assunto de forma mais ampla com a Procuradoria Geral da República e os advogados de defesa.

O governo brasileiro proibiu a importação de pneus usados e reformados em 1991, mas seguidas liminares judiciais permitiam que as carcaças fossem importadas para serem recauchutadas por empresas brasileiras.

continua após a publicidade

Além disso, o Brasil só pode importar pneus dos países do Mercosul. Por conta disso, a União Européia questionou a prática brasileira na Organização Mundial do Comércio (OMC). A última decisão da OMC determinou que o Brasil suspenda definitivamente, inclusive de países do Mercosul, a importação de carcaças e de pneus usados.