A partir de 2 de abril deste ano, os brasileiros assistidos por planos e seguros de saúde passarão a ter direito a mais serviços como a cobertura de métodos anticoncepcionais, sessões de fonoaudiologia e atendimento de nutricionista, mas com um número pequeno de consultas. Alguns dos caros testes genéticos para a detecção de doenças raras e cirurgias menos invasivas também terão cobertura pelos convênios médicos, anunciou a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulação do setor.

No total, cerca de cem procedimentos foram incluídos. No entanto entidades médicas e de defesa dos consumidores consideram a ampliação de coberturas muito tímida. A Sociedade Brasileira de Genética Médica reclamou que os exames de DNA incluídos cobrem apenas 8 das mais de 1.000 doenças genéticas existentes.

De acordo com o diretor-presidente da agência, Fausto Pereira dos Santos, o custo das inclusões não terá impacto na correção dos valores dos planos e seguros neste ano. O índice de reajuste é definido pelo governo no mês de maio. O possível impacto só deverá ser repassado aos clientes em 2009.

A própria ANS, no entanto, já prevê resistência das empresas de saúde privada para cumprir as novas regras, editadas por meio de resolução normativa publicada no Diário Oficial da União. A Associação Brasileira de Medicina de Grupo, que reúne as operadoras de planos de saúde, anunciou ontem que já estuda medidas judiciais contra a norma.