O governo deslancha, na próxima semana, megaoperação na Câmara para tentar aprovar a emenda que prorroga a cobrança da CPMF até 2011. A pedido do Palácio do Planalto, o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), marcou oito sessões de votação na semana que vem. Todos os deputados foram avisados de que quem faltar sofrerá desconto salarial.

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Além de driblar manobras da oposição, que trabalha para atrasar a aprovação da emenda da CPMF, o governo tem de limpar a pauta da Câmara, trancada por quatro medidas provisórias que precisam ser votadas antes.

?O governo está provando de seu próprio veneno ao editar tantas medidas provisórias?, afirmou o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP). ?O governo achava que ia liquidar toda a votação da emenda da CPMF na Câmara até o final de setembro. Mas, com essa quantidade de medidas provisórias, vamos conseguir empurrar para outubro.

As oito sessões previstas para a próxima semana serão dedicadas a votar as quatro MPs. Numa semana normal, a Câmara teria três sessões de votação. Com o esforço concentrado, a emenda da CPMF deve ser apreciada, em primeiro turno, na última semana de setembro. O segundo turno ficará para a primeira semana de outubro. Mas a previsão pode ser atropelada por MPs. Em 1º de outubro, a pauta será trancada pela medida que abre crédito de R$ 1,2 bilhão para quatro ministérios. O governo terá de aprovar essa MP para depois votar a emenda da CPMF. No dia 5 de outubro, outra MP – a que institui o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – tranca a pauta. E, em 7 de outubro, mais uma passa a impedir qualquer votação.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo