São Paulo e Brasília – A pista principal do Aeroporto de Congonhas, onde aconteceu o acidente com o Airbus A320 da TAM na semana passada, foi reaberta pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) após conclusão da perícia da Polícia Federal e de uma limpeza sobre a área que teve reparos. O primeiro vôo a descer na pista, às 12h23 desta sexta-feira (27), foi uma aeronave que fazia o vôo 3058, da TAM, proveniente de Florianópolis (SC). A primeira partida da pista foi uma aeronave da empresa Pantanal, no vôo 4770, às 12h25.

Por determinação da Aeronáutica, a pista principal, de quase 2 mil metros e que ainda não conta com as ranhuras na pista para facilitar a frenagem, deve ser fechada em caso de chuva. Hoje (27), desde a manhã, não choveu na região do Aeroporto de Congonhas. As obras para a implantação das ranhuras na pista (grooving) continuarão sendo realizadas durante a madrugada, quando não há movimento no aeroporto.

Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo, o chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro-do-ar Jorge Kersul Filho, confirmou que entre as hipóteses investigadas estão a qualidade da pista principal do Aeroporto de Congonhas, que tinha passado recentemente por reforma e ainda não possuída ranhuras; o sistema de frenagem na aeronave ou algum item mecânico; e até erro da tripulação na cabine do Airbus A320.

Pela manhã de hoje (27), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez uma vistoria do Aeroporto de Congonhas e do local do acidente com o Aribus A320. A vistoria de Jobim começou pela pista principal do aeroporto, que estava fechada desde o dia do acidente para a realização de perícia da Polícia Federal. Depois, o ministro atravessou a Avenida Washington Luis até o local do acidente.