A greve nacional dos petroleiros, iniciada nesta segunda-feira (23), foi antecipada no litoral paulista e começou às 15 horas de domingo, quando os funcionários da refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, não entraram para trabalhar. “O movimento foi uma reação dos trabalhadores diante das atitudes tomadas pela direção da refinaria”, alega o coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro LP), Wilson Gomes.

De acordo com o sindicalista, os trabalhadores que haviam entrado às 7 horas de domingo avisaram que tinham recebido informações gerenciais de que não seriam liberados às 15 horas, no término do turno. “Nós entramos em contato com a empresa e a diretoria respondeu que não havia acordo, então não houve a rendição. Se o pessoal das 7 horas não sai o das 15h não entra”, disse Gomes, afirmando que os mesmos 150 trabalhadores continuam na refinaria até a tarde desta segunda-feira e que alguns colchões foram levados ao prédio.

Gomes afirma que o sindicato está disposto a conversar com a Petrobras para garantir o número mínimo de trabalhadores para manter os equipamentos e instalações funcionando. “Nós queremos que esses companheiros saiam, mas não houve nenhum contato por parte da direção”, alega o dirigente sindical, que contabiliza 100% de adesão dos funcionários operacionais da refinaria de Cubatão e dos terminais de São Sebastião, no litoral Norte, e Alemoa, em Santos. “Já entre o pessoal administrativo, 70% da refinaria, 90% de São Sebastião e 90% da Alemoa aderiram ao movimento”.

Para manter a paralisação até sexta-feira, conforme a orientação do movimento nacional, o Sindipetro LP planeja uma manifestação no Aeroporto de Itanhaém, amanhã de manhã, para impedir o embarque dos petroleiros que seguirão à plataforma de Merluza.