A Petrobras já tem pronto o cálculo para reajuste da gasolina e do diesel nas refinarias. Mas o anúncio depende ainda de aprovação do governo, que deve ocorrer nos próximos dias. De acordo com uma fonte da estatal, o aumento pode ficar acima de 5%, para compensar em parte a defasagem entre o preço doméstico e o valor do barril do petróleo, que beira os US$ 120 no mercado internacional.

Na última sexta-feira (25), ao participar de uma inauguração em Paulínia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez comentários que foram interpretados como uma preparação para a notícia. ?Nós temos uma defasagem?, reconheceu Lula, que emendou com a principal preocupação que retarda a decisão: o impacto na inflação. ?Para que possamos tomar medidas de aumento de qualquer coisa na área de combustíveis, precisamos ver qual implicação vai ter na inflação.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que também participava do evento, preferiu não fazer qualquer comentário a respeito. Na noite anterior, o executivo participara de uma audiência com Lula, em Brasília. No sábado (26), Lula negou que as declarações feitas em Paulínia fossem uma sinalização de reajuste e afirmou que o assunto ainda não foi discutido com a direção da Petrobras. Há 31 meses gasolina e diesel permanecem com preços inalterados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.