A Petrobras obteve liminar judicial que permite o desembarque dos trabalhadores que operam plataformas exploratórias de petróleo na Bacia de Campos durante a greve dos petroleiros. A greve, preparada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), acontece em todo o País, foi iniciada nesta segunda-feira (23) e deve durar até sexta-feira. A liminar foi concedida pela 17ª Vara da Justiça do Rio, em Macaé, e atende a todas as unidades instaladas na Bacia de Campos.

Segundo a decisão judicial, a estatal tem que garantir a segurança para os trabalhadores que optarem por permanecer em greve ainda embarcados nas plataformas. A assessoria de imprensa da estatal informou também que nenhuma unidade está com atividades suspensas e que algumas delas operam sob comando do grupo de contingenciamento da Petrobras. Segundo a petrolífera, não há perda da produção nem em unidades exploratórias nem nas refinarias.

FUP

Já a FUP informou mais cedo que a Refinaria de Manaus (Reman) está com 100% de suas atividades paralisadas por conta da greve nacional. Ainda de acordo com a federação, as plataformas marítimas de exploração de petróleo no Estado do Rio Grande do Norte também estão com as operações suspensas. A FUP afirma, também, que a plataforma P-34 (ES), a primeira a explorar a área do pré-sal no País, também sofreu paralisação durante a madrugada e agora é operada por um grupo de contingência da Petrobras. O mesmo teria ocorrido em 28 das 44 plataformas na Bacia de Campos.

A Petrobras desmente que qualquer uma de suas unidades esteja com as operações paralisadas e restringiu-se a dizer que algumas estão sendo operadas por grupos de contingências. A empresa, no entanto, não informa quais seriam estas unidades.