Brasília – Como os estudantes estão se alimentando na escola? As respostas serão dadas pela Pesquisa Nacional do Consumo Alimentar e Perfil Nutricional de Escolares, Modelos de Gestão e de Controle Social do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). O levantamento foi concluído nesta semana pela Associação Brasileira de Nutrição (Asbran).

Segundo a Asbran, os dados preliminares da pesquisa deverão ser divulgados ainda neste semestre.

Desde o dia 2 de abril, foram ouvidos cerca de 19 mil alunos de escolas federais, estaduais e municipais, públicas e filantrópicas em mais de 700 municípios. As entrevistas foram feitas em mais de 1.100 escolas de em todo o país, e as respostas vão revelar como os estudantes estão se alimentando e se as recomendações nutricionais estão sendo cumpridas, por meio de cardápios equilibrados.

É a primeira vez que uma pesquisa dessa natureza é realizada no país. Com o levantamento, será possível avaliar, em escala nacional, o Programa de Alimentação Escolar. O estudo levou em conta desde os alimentos consumidos no colégio, a produção da refeição e a estrutura física da escola até as ações dos conselhos de alimentação escolar. Os questionários foram respondidos por alunos, professores, diretores, merendeiras e integrantes dos conselhos.

A Asbran foi escolhida para realização da pesquisa por meio de seleção pública lançada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em 2005. De acordo com a presidente da associação, Andréa Pólo Galante, a alimentação escolar tem que fornecer ao estudante pelo menos 15% dos nutrientes necessários por dia. . ?É fundamental que, na hora em que o aluno está na escola, tenha uma alimentação adequada para ajudar no aprendizado, rendimento e desenvolvimento?, afirmou Andréa

Implantado em 1955, o Pnae tem como objetivo garantir a alimentação escolar dos alunos da educação infantil (creches e pré-escola) e do ensino fundamental, inclusive de escolas indígenas, matriculados em estabelecimentos públicos e filantrópicos. O orçamento atual é de cerca de R$ 1,6 bilhão. Os recursos são repassados de acordo com o número de alunos no município.

A Asbran informou,além de ter recebido recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a pesquisa envolve ações dos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia e do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). São co-executores as Universidades Federais de Pernambuco e do Paraná, o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) e a União Social Camiliana/Centro Universitário São Camilo. Também apóiam o trabalho os Centros Colaboradores em Alimentação e Nutrição Escolar da Universidade de Brasília e da Universidade Federal de São Paulo do FNDE/MEC.