O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse, em Ribeirão Preto, que, apesar do "desconforto grande" pelo atraso na aprovação do Orçamento, a meta agora é a pasta recuperar o tempo perdido num curto prazo. "A expectativa agora é tirar o atraso e vamos andar muito mais rápido para fazer a avaliação do que o Congresso, e fazer a sanção", comentou Bernardo. "Teríamos 15 dias úteis, mas esperamos gastar no máximo cinco dias", emendou o ministro. Ele acrescentou que, como havia um volume de empenhos no final de 2007, isso permitiu que nenhuma obra fosse parada. "Mas foi aprovado (Orçamento) na hora agá, para não termos problemas.

Para Bernardo, o desconforto ocorreu porque uma série de projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principalmente os investimentos, só poderia ser executada após a aprovação da peça orçamentária do governo. O contingenciamento de outros R$ 8 bilhões – dos R$ 20 bilhões necessários para cobrir a ausência de recursos com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), já que o Congresso já reduziu os gastos de R$ 12 bilhões – ainda será analisado quando o Orçamento chegar ao Ministério do Planejamento. "Não tenho todos os dados e preciso examinar os números", avisou ele.

Bernardo mencionou que o governo ainda não conseguiu solucionar a falta de R$ 4 bilhões que seriam destinados à Saúde em 2008 com o fim da CPMF – a saúde receberia R$ 24 bilhões em quatro anos. "Já recebi orientação do presidente Lula de que ele quer aumentar esses recursos e nós ainda vamos ter que buscar uma fórmula, ver onde cortar e remanejar para fazer isso", comentou Bernardo.