Pessoas frustradas e falta de informação. Esse era o cenário domingo no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, na Ilha do Governador, zona norte do Rio. Nas áreas de embarque e de desembarque, histórias de argentinos e de brasileiros prejudicados com atrasos e cancelamentos de vôos da Aerolíneas Argentinas se multiplicavam. Mas todas concordavam em um ponto: o descaso da companhia aérea com o bem-estar dos passageiros.

continua após a publicidade

Era o caso da banda argentina Guizlo Español Cuarteto. Os músicos Alejandro Ginsbrug e Oscar Albieu esperaram durante todo o dia de domingo para embarcar em vôo da Aerolíneas com destino a Buenos Aires, previsto para as 9 horas. Até as 16 horas de domingo não conseguiram sair do aeroporto. Oscar comentou que os músicos sempre viajaram pela empresa, mas foi a primeira vez que tal atraso ocorreu. “Não houve nenhuma explicação por parte da empresa”, disse ele.

 

O ambiente também era de preocupação no setor de chegadas de vôos internacionais. Na área de desembarque, famílias esperavam notícias de parentes, brasileiros que ficaram horas em aeroportos e até dentro da aeronave, aguardando o retorno ao Brasil. Foi o caso do cantor Zeca Pagodinho, que só chegou ao Brasil, vindo de Bariloche, após sofrer com um atraso de cinco horas. O músico estava de férias com os filhos e ficou revoltado com a situação. “O avião lotado, com uma porção de crianças, um banheiro imundo e gente mal-educada e desatenciosa com a gente. Uma coisa de doido, nunca vi isso”, disse.

continua após a publicidade

 

Domingo, mais de 200 passageiros que estavam hospedados desde sábado no Hotel Guanabara Palace, no centro do Rio, por causa dos vôos adiados da Aerolíneas, deixaram o estabelecimento para o aeroporto, na esperança de conseguir embarcar. A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) informou que, domingo, houve dois cancelamentos de vôos da Aerolíneas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

continua após a publicidade