Participantes da 17ª Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) lotam a praia de Copacabana, zona sul do Rio, nesta tarde (18). Neste ano o lema é “Coração não tem preconceito, tem amor. Todos unidos contra a violência. Homofobia mata e destrói sonhos”.

Segundo o coordenador da Parada Gay, Julio Moreira, presidente do Grupo Arco Íris, o movimento abre a passeata com as “mães pela igualdade” à frente dos 15 trios elétricos que percorrem a avenida Atlântica. “Toda forma de amor é válida, independente de como for. Cada um tem o direito de agir como quer e temos que entender isso”, disse à reportagem Cláudia Dias, 41, mãe da DJ Thairine Leão.

“É fundamental as mães que amem seus filhos colocarem o seu posicionamento em acolher seus filhos homossexuais. A Parada Gay vem, além da festa, soma com esse grande ideal de cidadania, que é trabalhar para uma cultura de paz, união, onde as pessoas possam se respeitar acima de tudo”, afirma Moreira.

A PM informou que estima que um milhão de pessoas compareçam ao evento. Por volta das 15h30, os trios elétricos se preparavam para sair da altura do posto 6 em direção ao Leme.

Com fantasias e roupas coloridas, drag queens animam a festa na orla de Copacabana. No início da tarde, uma enorme bandeira do arco íris foi estendida na avenida Atlântica.

Pela primeira vez na Parada Gay, a drag queen pernambucana Brunezza Leonli, 22, conta que veio ao Rio só para acompanhar o evento. “Além da festa, é a hora da gente erguer a nossa bandeira contra o preconceito”, diz. “Homofobia mata e destrói sonhos” é o tema da Parada Gay deste ano. Evento deve reunir 1 milhão de pessoas.