Paralisação de metroviários em 5 capitais chega a 30 dias sem avanço

A greve nacional dos ferroviários e metroviários da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), que atinge cinco capitais, completa 30 dias hoje sem nenhum avanço nas negociações. Em Belo Horizonte, Recife, João Pessoa, Maceió e Natal os trens operam em escala mínima conforme determinação da Justiça, segundo os sindicatos.

A última reunião entre representantes da CBTU, ligada ao Ministério das Cidades, e grevistas ocorreu anteontem. De acordo com o Sindimetro-MG (sindicato dos metroviários de Minas), o governo federal continua a oferecer “reajuste zero”.
Os grevistas pedem reposição da inflação e aumento real de 2% -no início da greve, a reivindicação era de aumento real de 10%, depois foi para 7,5% e, agora, caiu de novo.

Eles reivindicam ainda pagamento integral de plano de saúde e 50% de adicional noturno. Nas cinco capitais, cerca de 512 mil passageiros estão sendo afetados diariamente pela paralisação -500 mil só em Minas e em Pernambuco.

Horários

Em Belo Horizonte e em Recife, que têm os maiores sistemas de metrô geridos pela CBTU, os trens só estão funcionando nos horários de pico -das 5h20 às 8h30 e das 17h às 19h30, na capital mineira, e das 5h às 9h e das 16h às 20h, na pernambucana. No restante do dia não há viagens.

Em Natal, João Pessoa e Maceió, os trens operam em horário normal, mas fazem apenas 30% das viagens. Em João Pessoa, onde os trens transportam 7.000 pessoas por dia, o número de viagens caiu de 28 para 8. Em Natal, que só tem uma locomotiva na ativa, só há quatro viagens por dia com a greve.

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