A Homofobia Mata por um Estado Laico de Fato é o tema da 12ª Parada Gay de São Paulo, que começou ao meio-dia deste domingo (25), com a expectativa de reunir mais de 3,5 milhões de pessoas na Avenida Paulista. Há três anos, o evento é considerado a maior manifestação gay do mundo.

Na entrevista coletiva que precedeu a manifestação, o coordenador-geral da Parada Gay, Manoel Zanini, disse que foram investidos cerca de R$ 1 milhão. Ele anunciou duas inovações para esta edição: uma música tema e um trio elétrico vazio, no fechamento da parada, para homenagear as vítimas de Aids e da homofobia.

"(A parada GLBT) não é para ser olhada com curiosidade antropológica ou folclórica. Não é para ser assistida como passatempo de final de semana. É para ser marcada com os pés e deixar nos escritos o livre direito de amar o outro", disse um dos organizadores.

De acordo com o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, a Parada GLBT é um dos quatro maiores eventos da capital, além da Virada Cultural, da F1 e o do Carnaval. "Esperamos que ao longo dia tenhamos tudo na mais absoluta normalidade e que tenhamos uma grande festa. São Paulo é uma cidade que nunca abraçou a discriminação", afirmou.

Números apresentados pela Secretaria Municipal de Turismo (SPTuris) mostram que mais de 49% do público presente parada é formado por homossexuais e 37% por heterossexuais. Quase 58% desse público é representado por homens.

A SPTuris também calcula que a Parada Gay deste ano atraia cerca de 327 mil turistas, 5% deles estrangeiros. O número seria 20% maior do que o registrado no ano passado. Estes turistas, que passam em média quatro dias visitando a capital paulista, devem movimentar perto de R$ 189 milhões, além de gerar 13,5 mil empregos diretos e indiretos.

Para garantir a segurança dos manifestantes, a Polícia Militar mobilizou mil policiais para acompanhar a parada e mais 400 para o policiamento da região. Segundo o coronel Álvaro Camilo, os policiais receberam treinamento para lidar com incidentes envolvendo mais especificamente o tipo de público que freqüenta a parada.

"A Polícia Militar é extremamente legalista e está aqui para garantir essa diversidade. Treinamos muitos policiais militares no tratamento a todo cidadão porque a garantia dos direitos humanos é a palavra-chave com que a polícia trabalha", afirmou Camilo.