Nas discussões para adequar o Orçamento de 2008 ao fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), governo e parlamentares podem contar com mais R$ 1,1 bilhão de receitas, reduzindo a necessidade de cortes para aproximadamente R$ 19 bilhões. A informação foi dada pelo líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR).

De acordo com o deputado, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse na reunião de ontem com os líderes da base aliada que a estimativa de arrecadação extra – graças ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre os bancos – seria de R$ 11,1 bilhões. Quando lançou o pacote para compensar a perda do imposto do cheque, o governo informou que a arrecadação adicional seria de R$ 10 bilhões.

Depois da declaração de Castro, Bernardo explicou que a reestimativa não era do governo, mas sim do relator do Orçamento no Congresso, deputado José Pimentel (PT-CE). Segundo Bernardo, como o governo não refez essas projeções, continua trabalhando com o número do Ministério da Fazenda, de R$ 10 bilhões. O ministro não descartou, no entanto, a possibilidade de utilizar o novo cálculo no futuro. O relator da proposta orçamentária, por sua vez, explicou que os cálculos apresentados levam em conta o crescimento maior da economia.