Para Delfim, País só se consolida com expansão industrial

Apenas o desenvolvimento do setor industrial de produtos manufaturados proporcionará o crescimento consistente da economia brasileira, na opinião do ex-ministro Antonio Delfim Netto, expressa nesta terça-feira (18) durante palestra no 4º Fórum de Economia, organizado pela Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP-FGV).

"Não há nenhuma chance de se voltar a ter um crescimento robusto sem que ele afete o balanço de pagamentos, a não ser pelo setor de manufaturados", defendeu, acrescentando que a participação brasileira no total das exportações mundiais de manufaturados atualmente é próxima de 2,00%, o que mostra uma queda em relação ao passado.

Delfim Netto lembrou que, antigamente, o Brasil era conhecido como um dos países de maior crescimento no Ocidente. "De repente todos começaram a falar em China", disse. Para ele, entre os motivos pelos quais a expansão do País é relativamente pequena estão o porcentual de carga tributária, que passou de 24% do Produto Interno Bruto (PIB) para 40%, e da dívida interna, que acelerou de 30% para 44% do PIB. "É isso o que explica também o fato de a taxa de juros estar onde está", disse.

Ele salientou também que a política econômica do governo é a grande responsável pela relação entre salário e câmbio, que acaba prejudicando alguns setores produtivos. "O governo fez tudo o que podia para subir os salários e tudo o que podia para derrubar o câmbio", comentou.

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