O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou nesta quarta-feira (29) que "é possível" que seja aumentado o limite para crescimento das despesas com pessoal, previsto em projeto de lei encaminhado ao Congresso Nacional. O ministro disse que em reuniões com as centrais sindicais e com o relator do projeto ficou aberta a possibilidade de rediscussão do limite de 1,5% além da variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Há uma possibilidade de que essa trava seja elevada para 2% acima da inflação. "A proposta é para evitar que os gastos com pessoal continuem crescendo sem limite. A discussão do limite é importante. É possível discutir um aumento, mas ainda não temos um processo formal de conversa", disse o ministro.

Greves

Paulo Bernardo disse que o governo chegou ao limite nas negociações com os fiscais agropecuários e servidores de universidades. Segundo ele, o governo já avisou aos sindicatos que não tem como prosseguir com as negociações. Ele lembrou que no caso dos fiscais agropecuários o governo alterou quatro vezes a proposta inicial e ofereceu um aumento médio de 20,3% em três parcelas anuais. "É o nosso limite. Já avisamos que vamos disputar na Justiça e cortar o ponto. O que não podemos é ficar numa negociação na base de chantagem", disse o ministro.

Ele disse que já avisou a deputados da bancada ruralista para não darem incentivos ao movimento. O ministro disse também que o projeto para regulamentar o direito de greve já está pronto na Advocacia-Geral da União (AGU) e deve ser enviado ao Congresso Nacional. "Temos que resolver isso logo, porque sem esses limites as categorias acham que podem tudo. Mas elas não podem ter os seus direitos acima do País", disse o ministro.