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Tarso Genro: ?Arrojo com os pés na terra. Hoje isso é perfeitamente combinável?.

Brasília (AE) – O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse ontem que a palavra de ordem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para garantir maior crescimento econômico no próximo ano é ?arrojo?. Ao sair de um encontro no Palácio da Alvorada, onde Lula despachou durante todo o dia, Tarso afirmou que o presidente considerou normal o crescimento de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano, mas que o fundamental é pensar agora no crescimento a partir de 2007. ?Essa é a palavra de ordem do presidente. Arrojo, mas com os pés na terra. Sem comprometer a baixa inflação, sem comprometer as conquistas da estabilidade fiscal. Hoje isso é perfeitamente combinável?, disse o ministro.

Tarso avaliou como ?previsível? o baixo crescimento do 3.º trimestre e garantiu que não foi uma surpresa para o governo e nem alterou os planos de Lula para o próximo ano. ?A convicção do presidente (de fazer ajustes) vem antes dessa notícia do PIB. Agora, essa notícia confirma que são necessárias medidas para que possamos garantir um crescimento superior no próximo período?, afirmou Tarso. ?E eu tenho convicção que, em função do resultado eleitoral, o presidente tem não só base política, mas diretrizes claras que podem tornar isso perfeitamente possível.

De acordo com Tarso, o presidente tomará todas as medidas na área econômica e na área de gestão para garantir um maior crescimento do País em 2007. ?O que importa agora é que o País tem estabilidade, tem prestígio internacional e tem a vontade política do presidente para superarmos esta fase de crescimento extremamente moderado.?

Genro disse que Lula pretende apresentar aos partidos que integrarem o governo de coalizão as medidas para garantir o crescimento. ?No momento em que o presidente Lula tiver todas as medidas, vai chamar os partidos da coalizão para apresentar o programa a eles.?

Segundo Tarso Genro, o presidente Lula considerou uma notícia extremamente importante politicamente o fato de que o PMDB tenha aceitado essa relação programática do governo de coalizão. ?Obviamente, o maior partido da coalizão tem uma função definidora do seu caráter?, destacou o ministro.

Segundo ele, ?o governo tem a convicção de que é necessário ter um grande partido centrista articulado nacionalmente para ter estabilidade para governar, seja que tipo de governo for?.