O padre da Igreja Católica Ortodoxa, José Maria de Araújo, acusado de abusar sexualmente da menor L.G.S, 13, entregou-se, ontem, à polícia do município de Gravatá  no Agreste pernambucano. De acordo com as acusações da família da menor, L.G.S, a garota teria sido seduzida pelo religioso com falsas promessas de casamento. Na delegacia a garota negou que tenha sido levada contra sua vontade.

Em depoimento prestado na delegacia de Gravatá, o padre afirmou que estava pensando em viajar com a adolescente para outro Estado, mas foi orientado pela própria família a desistir da fuga e se entregar. ?Eu não fiz nada de mal. Só queria viver em paz com ela?, afirmou o acusado. O religioso foi encaminhado  na manhã de hoje, à cadeia pública do município.

O delegado Ricardo Pessoa, responsável pelas investigações do caso, informou que o padre se apresentou de batina na delegacia. ?José Maria contou que ele e L. não tinham destino fixo. Passavam os dias numa indústria de cerâmica desativada e à noite dormiam por lá mesmo ou em casas abandonadas?, explicou o delegado.

O padre, da paróquia Virgem Mãe de Deus do Caminho de São Pedro Apóstolo, da Igreja Católica Ortodoxa, no Bairro Novo, teria levado a adolescente há cerca de dez dias, momentos depois de contar aos pais da vítima que estava mantendo relações sexuais com ela.José Maria disse ao delegado que gostava de L. e a levou porque a família dela não consentia no namoro.

A adolescente disse que fugiu porque quis e que não sofreu nenhum tipo de violência. ?Vou encaminhá-la ao Instituto de Médico-Legal (IML) para fazer um exame sexológico, além de um exame para ver se houve violência física?, afirmou Ricardo Pessoa. O padre, que vai responder por estupro e rapto, pode pegar até 14 anos de prisão.

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