PAC é insuficiente para garantir energia em 2010, afirma Ipea

Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não serão suficientes para garantir o suprimento de energia na virada da década. A conclusão é de estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão vinculado ao Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. O trabalho, assinado pelos pesquisadores Bolívar Pêgo e Carlos Campos Neto, conclui que o Brasil caminha para um déficit de energia em 2010 equivalente a 13,4 mil megawatts (MW), potência superior à da usina de Itaipu.

Na terça-feira (4), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que as chuvas do verão garantem o abastecimento de 2008 e 2009. O estudo do Ipea, intitulado "O PAC e o setor elétrico: desafios para o abastecimento do mercado brasileiro (2007-2010)", concluído no mês passado, concorda que a situação é tranqüila para este ano. Mas alerta que, em 2009, o déficit de energia ultrapassará os 10 mil MW. Já em 2010, chegará a 13,4 mil MW, mesmo contando com todas as usinas projetadas atualmente.

O estudo considera uma taxa de crescimento da economia em 5% entre 2008 e 2010, o que provocaria um aumento anual de 6,5% no consumo de energia. Em 2007, a alta foi de 5,6% segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão federal responsável pelo planejamento do setor. Lançado em janeiro de 2007 como principal programa do segundo mandato do presidente Lula, o PAC prevê investimentos de R$ 78,4 bilhões em energia elétrica, com o objetivo de ampliar em 12,3 mil MW a capacidade geradora do País. O problema é que, confirmado o crescimento econômico de 5% ao ano, o Brasil precisará de uma capacidade adicional de 25,7 mil MW, segundo cálculo do estudo do Ipea.

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