Operação da PF não teve como foco políticos

O juiz da 6ª Vara Criminal Federal, Fausto Martin de Sanctis, afirmou nesta sexta-feira, em nota, que as investigações da Operação Castelo de Areia “jamais tiveram por foco condutas eventualmente perpetradas por ocupantes de cargos públicos ou funções políticas”. Desencadeada na quarta-feira, a ação da Polícia Federal (PF) resultou na prisão de dez pessoas, entre elas quatro executivos da construtora Camargo Corrêa.

O esquema consistiria em fraudes em licitações, superfaturamento de obras públicas e remessas ilegais a paraísos fiscais. Grampos da PF apontam que sete partidos – PSDB, PDT, DEM, PP, PPS, PMDB e PSB – seriam beneficiados por recursos supostamente desviados de obras superfaturadas. No comunicado, De Sanctis disse que a operação apura supostos crimes cometidos apenas por pessoas com “profissões de natureza privada”. “Trata-se de decisão técnica e sem qualquer conotação que não a da busca cautelosa da verdade”, afirmou.

Ainda segundo o magistrado, na quarta-feira, os advogados dos investigados receberam uma cópia da decisão que permitiu o desencadeamento da operação. “Em 25.03.2009, todos os advogados dos investigados obtiveram cópias do inteiro teor da decisão, que contempla diálogos diversos, e, no dia 26.03.2009, foram disponibilizadas cópias integrais digitalizadas dos feitos, sendo que apenas dois investigados ainda não solicitaram estas últimas”, consta no comunicado.

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