Trinta e cinco pessoas acusadas de fraudar o sistema previdenciário foram presas em uma operação conjunta da Polícia Federal com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Ministério Público Federal.

A quadrilha mantinha ativos benefícios de segurados que já haviam falecido e falsificava documentos para obter o benefício da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), destinado a pessoas que não têm condições financeiras de contribuir para a Previdência Social. As prisões foram feitas nos estados de Alagoas, Pernambuco e Sergipe.

De acordo com o Ministério da Previdência, a Operação Pucumã já apreendeu mais de 100 cartões de segurados falecidos e fotografias que seriam utilizadas para falsificar documentos. Entre os presos estão dois servidores do INSS. Os prejuízos ao instituto, calculados até agora, já somam mais de R$ 446 mil.

A força tarefa é composta por mais de 200 policiais federais, 11 servidores do INSS e pelo Ministério Público Federal. 

O nome da operação refere-se a uma planta indígena do Nordeste que tem efeito cicatrizante e é utilizada para estancar hemorragias.