A auditoria sobre falsas ONGs que o Ministério da Educação entregou ao Ministério Público Federal aponta o ex-candidato a deputado estadual Francisco Airton Félix Junior como o homem por trás de quatro entidades de fachada na Bahia. Coordenador da Educar.com, ele teria ajudado a montar a Associação de Inclusão Social da Bahia (Aisba), a Associação de Desenvolvimento dos Jovens da Bahia (ADJB) e a Força Jovem da Bahia. Segundo a auditoria, as quatro não têm sedes regulares nem turmas funcionando, apesar de ter convênios com o Programa Brasil Alfabetizado.
A auditoria começou a ser feita em julho, depois que reportagens do Jornal da Tarde e do Estado revelaram irregularidades no Brasil Alfabetizado. O ministério bloqueou recursos que estavam nas contas das ONGs. A investigação apontou nove com indícios graves de fraude: as quatro, a Fundação Humanidade Amiga, a Fundação Movimento Cultural de Camaçari e a Fundação Cultural Ca e Ba, na Bahia, e em São Paulo o Centro de Educação Cultura e Integração de São Paulo (Ciesp) e o Núcleo Cultural Direito ao Saber.
Francisco Airton nega irregularidades e critica o MEC. ?Liguei lá e me disseram que não havia problema nenhum?, afirma. ?Temos um trabalho sério, reconhecido em todo o Estado. Os auditores estiveram na Educar, viram as turmas. Não há como dizer que elas não existem.?


