A partir desta quinta-feira (1º/1), entra em vigor o novo valor do salário mínimo no Brasil. Para 2026, o piso nacional passa a ser de R$ 1.621, um aumento de R$ 103 em relação ao valor anterior, que era de R$ 1.518.

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O reajuste segue a política permanente de valorização do salário mínimo, que leva em conta dois fatores principais: a inflação acumulada do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. A proposta busca preservar o poder de compra dos trabalhadores e garantir ganho real sempre que a economia apresenta crescimento.

Apesar da correção, o aumento ficou abaixo das projeções iniciais. Isso ocorreu porque o INPC de 2025, calculado até novembro, ficou menor do que o esperado, segundo dados do IBGE. Com isso, o reajuste final acabou limitado dentro da regra vigente.

De acordo com a política atual, válida até 2030, o aumento anual do salário mínimo corresponde à inflação somada ao crescimento do PIB de dois anos antes, com teto de 2,5% de ganho real. O novo valor passa a valer como referência a partir de janeiro, com pagamento efetivo nos salários de fevereiro.

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O reajuste impacta diretamente não apenas os trabalhadores da iniciativa privada, mas também aposentadorias e pensões do INSS, além de benefícios assistenciais como o BPC/Loas e o Abono Salarial.

Nova isenção do IRPF também entra em vigor

Outra mudança que entra em vigor neste ano é a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil passam a ser totalmente isentos do tributo. Já quem recebe até R$ 7.350 terá redução parcial no valor pago. 

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Com isso, o governo estima que o alívio no bolso pode chegar a até R$ 4 mil por ano, dependendo da faixa salarial. Veja alguns exemplos de ganho anual com a nova regra:

Salário (R$)Acréscimo anual em renda (R$)
3.036,00
3.500,00530,02
4.000,001.529,77
4.500,002.671,23
5.000,004.170,82
5.500,003.283,48
6.000,002.396,67
6.500,001.508,00
7.000,00621,24
7.300,0088,80
7.350,000,06

Para rendimentos acima de R$ 50 mil por mês, o equivalente a R$ 600 mil por ano, passa a valer uma tributação progressiva maior. Nessa faixa, a alíquota pode chegar a 10%, atingindo especialmente contribuintes com renda anual de até R$ 1,2 milhão.

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