São Paulo – O prefeito José Serra está prestes a tomar uma das decisões mais cruciais de sua gestão: encarar o ônus político do reajuste do preço da passagem de ônibus urbano ou passar por apertos financeiros caso decida manter o valor da tarifa como está. Se pelo lado econômico há uma série de fatores que justificam o aumento, politicamente o reajuste pode significar uma queda drástica de popularidade. Ao aumentar a tarifa em abril de 2001, assim que assumiu o comando da capital, o índice de aprovação da ex-prefeita Marta Suplicy (PT) sofreu queda nas pesquisas, lembram petistas que trabalharam naquela gestão. Um estudo realizado pela equipe de Serra na Secretaria Municipal dos Transportes concluiu que a passagem de ônibus na cidade de São Paulo teria de ficar entre R$ 2 e R$ 2,10 para que a Prefeitura parasse de subsidiar as gratuidades do sistema de transporte da capital. Isso significa deixar de injetar dinheiro para cobrir as passagens gratuitas dos idosos, o desconto dado na tarifa aos estudantes e também as integrações gratuitas proporcionadas pelo bilhete único. Um outro estudo realizado pela área técnica de transportes na gestão Marta Suplicy chegou a um valor semelhante: para acabar com o subsídio, a passagem teria de ser fixada em R$ 2,05.