‘Não vale a pena correr risco’, diz médico sobre viagem a local com zika

Infectologistas apoiaram a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que grávidas não viajem para países com surto de zika. Segundo os especialistas, a orientação deveria até estender-se para mulheres em idade fértil que tenham planos de engravidar nos próximos meses.

“Pelos poucos dados que temos até agora, a chance de uma mulher grávida infectada por zika ter um filho com microcefalia é de 30%, um índice muito alto. Não vale a pena correr esse risco. É melhor adiar a viagem”, afirma o médico Celso Granato, professor de infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Para Jean Gorinchteyn, infectologista do Instituto Emílio Ribas, o fato de a doença ser assintomática na maioria dos casos torna o quadro ainda mais perigoso. “Tanto para as grávidas quanto para quem pensa em engravidar. Pode haver a contaminação e a pessoa nem ficar sabendo. Se a mulher tem pressa em engravidar, é melhor não viajar para áreas endêmicas”, recomenda o médico.

Os especialistas reforçam que, para as grávidas que já vivem em áreas com surto de zika ou que não podem adiar a viagem, como em um caso de urgência profissional ou familiar, a recomendação é aplicar repelente e usar roupas que cubram a maior parte do corpo. “Não dá para garantir 100% que não haverá a picada do mosquito, mas, seguindo essas recomendações, você diminui muito o risco”, afirma Granato.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.