“Não somos terroristas”, diz controlador do Cindacta-4

A hipótese levantada por membros da Aeronáutica de que o "apagão" no Cindacta-4, ocorrido na noite de sexta-feira, teria sido obra de sabotagem, deixou revoltados os controladores que atuam no controle do tráfego aéreo em Manaus. "A Aeronáutica está procurando uma válvula de escape. E a válvula de escape mais plausível é jogar a culpa para cima da gente. Não existiriam meios físicos de realizarmos sabotagem. Não somos terroristas", disse, indignado, um controlador do Cindacta-4.

De acordo com ele, 12 controladores em Manaus trabalhavam na noite de sexta-feira quando o "apagão" aconteceu. Segundo o militar, nenhum deles poderia ter acesso à rede elétrica do Cindacta-4 para promover o desligamento de toda a rede de energia do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), onde funciona o centro de controle. "Esse sistema é um câncer. É obsoleto. Não temos culpa se os três geradores de energia do Cindacta-4 não funcionaram", sustentou o controlador. "Eles estão dizendo que os controladores sabotaram. Isso é um absurdo" continuou.

Conforme contaram outros militares que atuam no Cindacta-4, o clima dentro do centro de controle de tráfego aéreo "é o pior possível". O trabalho dos controladores está sendo vigiado pela Polícia da Aeronáutica (PA). De acordo com eles, na sala do centro de controle há sempre um ou dois agentes da Aeronáutica, armados, monitorando o serviço de controle de aeronaves. "Qualquer um que se recusa a cumprir uma ordem vai direto para o xadrez", disse um controlador.

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