São Paulo – A advogada Carla Cepollina, de 40 anos, presta hoje seu primeiro depoimento à Justiça de São Paulo como ré no processo criminal sobre o assassinato do coronel Ubiratan Guimarães, em setembro de 2006. Carla, então namorada de Ubiratan, é acusada de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e sem dar chance de defesa à vítima. Ela nega a autoria do crime.

A investigação do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) – cuja tese foi encampada pelo Ministério Público – concluiu que Carla é a autora do homicídio por exclusão. Esse raciocínio não é raro em investigações policiais. Muitas vezes é a única forma de se chegar ao culpado. No caso de Ubiratan, não existe prova incontestável da culpa da advogada, como a declaração de testemunha que dissesse ter visto o crime, a gravação em vídeo do momento do tiro ou o resultado de exame atestando vestígios de pólvora na mão dela.